Visão política de mãos dadas com Platão e Aristóteles...

Visão política de mãos dadas com Platão e Aristóteles, levando-os,à vontade, em busca do melhor para a sociedade.

 

 

 

 

 

Órgão Público: BANER – Banco do Estado de Roraima.
Lotação: DIRGE/GAPRE
Início: 20 de setembro de 1993 - Término: Não identificado

 

Órgão Público: Delegacia Regional do Trabalho no Estado de Roraima.
Cargo: Assessor de Imprensa
Início: Não identificado - Término: 14 de novembro de 1995

 

Empresa: Jornal Brasil Norte
Cargo: Superintendente
Início: março de 1999 - Término: dezembro de 2000

 

Devido aos tormentos políticos que enfrentava e a necessidade de divulgar os atos do seu governo de forma mais clara e com qualidade, na época, o então governador Neudo Ribeiro Campos, decidiu exonerar Feutmann Gondim da comunicação do Palácio, em meados de 1999, para que ele assumisse a direção de jornalismo do Jornal Brasil Norte, que dava sustentação ao governo.
Feutmann chegou ao Brasil Norte e logo procurou imprimir o seu ritmo de trabalho. Deu autonomia às editorias e diversificou o conteúdo; aumentou de dois para três cadernos nos finais de semana, sempre com páginas colorias e reportagens especiais. Levou patrocinadores e colaboradores. A ideia para salvar o jornal e promover uma nova dinâmica de trabalho era ótima, porém, o jornal já tinha adquirido a imagem de parcial nas ações do governo e não conquistou credibilidade perante patrocinadores.
Em virtude da crise financeira que o jornal amargava, já no ano de 2000, e a necessidade urgente de reduzir custos, Feutmann decidiu deixar o jornal e retornar à assessoria de comunicação do Governo do Estado.

 


 

 

O legado para a eternidade

 

 

image003Jessé Souza*

 

Quando comecei na imprensa, no início da década de 90, Feutmann Gondim já atuava no jornalismo. Ele também era um idealista como eu, se envolvia, acreditava no que fazia e apostava na imprensa como um agente transformador da realidade. E lá se vão mais de duas décadas de história.
Mas, hoje, Feutmann não está mais entre nós. O destino interrompeu uma carreira brilhante, porém não apagou a trajetória, não apenas de um bom profissional, mas de uma pessoa amiga, antenada com os acontecimentos e atenta às redes sociais, onde era atuante.
Em uma sociedade que precisa de pensadores e contestadores, Feutmann deixou uma lacuna insubstituível, deixando órfãos aqueles que precisam de bons exemplos. Mas seu legado ficou, pois sua trajetória profissional serve como marco balizador para quem está começando na profissão e acredita em uma imprensa livre.
Afinal, Feutmann foi um profissional precoce, que começou ainda adolescente como digitador da Folha para ficar perto do jornalismo e assim seguir seu destino na imprensa. E desta forma, se tornou o mais jovem editor chefe da Folha de Boa Vista, por onde deixou não apenas amigos, mas exemplo de competência e compromisso.
À frente de seu tempo, Feutmann foi precursor na Folha ao criar um caderno dedicado exclusivamente para a Cultura, na década de 90, quando a arte local ainda engatinhava e a realidade local nem conseguia produzir pautas suficientes para preencher um caderno de notícias.
É por isso que o desfecho dessa história é merecida. O teatro municipal que está em construção, no bairro São Vicente, levará o nome do jornalista Feutmann Gondim, homenagem justa a quem esteve envolvido em produção, não apenas de notícias, mas de cultura para um povo que ainda está aprendendo a construir seu destino.
E a maior contribuição para a cultura de Roraima nem foi o caderno que ele criou na Folha ou o espaço que ele deu aos artistas quando editor, mas seu engajamento com a consciência crítica a partir de seus escritos e de posicionamentos na imprensa e nas redes sociais. E isso vale por toda uma eternidade.

 

 

* Jessé Souza, Jornalista.

 

 

Início do Sonho da Pousada no Tepequém

 

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