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PRINCIPIAS DÚVIDAS SOBRE RONCO E APNÉIA

1.    TRATAMENTO

O primeiro passo é mudar os hábitos que levam aos fatores de risco individuais, tais como: bebida alcoólica, tabagismo, obesidade e medicações sem orientação medica. Num segundo momentos mudanças na posição errônea ao deitar-se (decúbito dorsal), assim como várias medidas de higiene do sono. Caso essas medidas não sejam suficientes, os Aparelhos Intra-Orais (AIO) ou os Aparelhos de Pressão Aérea Positiva (PAPs) podem ser utilizados como tratamentos ”não-invasivos” de escolha.

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Vento na cara e sol no lombo

Por Jessé Souza*

Como passo a maior parte do meu tempo digitando, por força da profissão, um dia decidi remar de caiaque no rio Branco para exercitar os braços, que sofrem a carga diária de quase 12 horas de trabalho em frente de um computador. Deu tão certo não apenas para os dedos, os pulsos e os braços, submetidos ao esforço repetitivo da digitação, mas também para a mente.

É um esporte relativamente barato para os benefícios que ele proporciona (R$8,00 a hora), além de ser ecologicamente correto, pois não emite poluição porque o caiaque é movimentado apenas pela força dos braços no remo, com vento na cara e sol no lombo. Também é um forte instrumento para harmonizar a vida de quem quer ver Boa Vista por outro ângulo, de fora para dentro, e longe das congestionadas ruas do Centro em horários de pico.

Outro detalhe muito importante é que, ao navegar no rio Branco, tem-se a exata noção do que sentiram os primeiros colonizadores que por aqui aportaram, pois foi por este imenso rio que eles chegaram para contribuir com o desenvolvimento desta terra.

Quem tem o hábito de frequentar essas águas passa a notar que existe outra realidade por lá, outras vidas que dependem economicamente da exploração do turismo, dos esportes aquáticos, dos passeios de barcos, do fim de semana na Praia Grande.  

Enquanto se passeia de caiaque, é possível refletir a partir de um outro olhar, de uma nova visão que integra respeito ao meio ambiente e de atividades que precisam que essa imensidão de água seja preservada – sem esquecer, é claro, que é do rio Branco que boa parte da Capital roraimense é abastecida de água potável.

Se Boa Vista nasceu e cresceu às margens do Branco, é a partir dele que está nosso futuro de cidade habitada por pessoas que precisam aprender a conciliar desenvolvimento com meio ambiente, pois sabemos que somente a preservação permitirá que este rio se mantenha vivo, servindo para abastecer a população com água potável e fonte de renda para muitas famílias que dele dependem (e são muitas).

Já é possível ver os primeiros sinais de agressão, que precisam ser parados de forma urgente, por meio de políticas públicas e de consciência de cidadão que produz lixo, mas o recolhe em qualquer circunstância, principalmente se estiver na praia ou praticando qualquer atividade esportiva ou de lazer.

Quem enxerga Boa Vista a partir das águas do rio Branco consegue notar que a ocupação humana avança velozmente com ações agressoras e poluidoras. Mas é preciso que as pessoas notem, também, a partir do olhar lançado de Boa Vista, em terra firme, em direção às águas do rio.

Quem sabe mais pessoas um dia possam buscar alguma atividade física ou de lazer nas águas do Branco e assim consigam ter uma nova visão. E que políticas públicas surjam da cidade para o rio. Aí poderemos nos orgulhar perante nossos filhos e netos para dizer que somos cidadãos boa-vistenses que sabemos conviver em uma cidade que tem no rio Branco o princípio de tudo, fonte de água potável e um instrumento de geração de renda para quem depende dele.

*Jornalista

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