Vice & Versa

Beto Bellini

O publicitário Beto Bellini já fez sucesso nos palcos musicais como vocalista e guitarrista da banda 174 Rock e como professor, profissão que atuou por alguns anos. Na área da publicidade ele continua mandando bem, mas ganhou notoriedade na área da gastronomia, participando do programa Cozinheiros em Ação, apresentado pelo chef Olivier Anquier, no GNT. Beto é licenciado em Educação Artística com habilitação em Música e pós-graduado em Design, Marketing e Propaganda, ambos pela UFAM (Universidade Federal do Amazonas).

Você é amazonense, mas mora em Roraima desde quando? E por que veio para Roraima?

Sou manauara e estou aqui em Roraima, morando em Boa Vista, há quase 9 anos. Vim para cá em busca de novas oportunidades profissionais, mais especificamente, para atuar como docente no curso de Publicidade e Propaganda de uma faculdade local.

Como publicitário, já trabalhou onde tanto?

Nossa, comecei na Rede Amazônica em 1990. Rodei por inúmeras grandes agências de Manaus antes de ter a minha própria experiência como dono de agência e ingressar também na docência superior ainda em Manaus.

E sua experiência como professor?

Assim que terminei minha pós-graduação em Design, Propaganda e Marketing em 2000, comecei a atuar como professor. Foram 12 anos em sala de aula e muitas turmas que passaram por mim. (risos)

Por que deixou a sala de aula?

Foram basicamente dois motivos: o nascimento do meu primeiro filho, Rodrigo, e a minha vontade de voltar a atuar como publicitário em uma agência local. Quando a tão sonhada paternidade veio, decidi que era hora de dedicar uma parte do meu dia exclusivamente para estar com meu filho. E foi assim que a decisão ficou mais fácil de ser tomada.

E essa vocação para a culinária, como surgiu esse interesse?

Desde sempre estive ligado com a culinária, mas ela entrou definitivamente na minha vida quando vim pra cá e passei a morar sozinho. Depois disso, quando casei, comecei a me aprofundar um pouco mais comprando livros, fazendo alguns cursos e vendo muitos programas de culinária na TV. Tudo para mostrar serviço para os amigos, mas, principalmente, para a minha esposa. (risos)

Quais pratos são sua especialidade?

Gosto muito da culinária fusion. Me encanta a possibilidade de misturar receitas e técnicas tradicionais com ingredientes locais. Acho que isso traz infinitas possibilidades.

Como surgiu a ideia em participar do programa Cozinheiros em Ação?

Totalmente por acaso. Estava navegando na internet e me dei de cara com o anúncio para as inscrições. Fiz a inscrição duas vezes. A primeira falhou por causa da internet que caiu quando estava enviando o formulário. A segunda acabou dando certo.

Qual o momento mais divertido e o mais tenso dentro do programa?

O programa é um misto de momentos divertidos e tensos. Estar com a turma toda, conhecendo as pessoas, trocando informações, ideias, planejando coisas é super divertido. A tensão, por sua vez, está presente em todas as provas. O tempo é o maior vilão e realmente faz a gente ficar bem nervoso. Tarefas simples tornam-se coisas dificílimas de realizar.

Você como líder, na prova que o eliminou, qual foi o erro cometido pela equipe?

Honestamente, creio que fomos mal interpretados, mas faz parte. Não colocamos o churrasco na chapa quente e muito menos no forno. Apenas enrolamos no papel alumínio para que se mantivesse aquecido enquanto terminávamos o empratamento dos nossos pedidos. Terminamos a prova antes de todas as demais equipes e servimos nossos pedidos todos ao mesmo tempo. Só que isso na avaliação, infelizmente, não foi levado em conta. Mas é assim mesmo. Todos estamos sujeitos às regras do jogo. Ficar ou sair, faz parte.

Por que você se eliminou quando o Olivier Anquier perguntou quem você demitiria da equipe?

Simples, porque eu era o líder. Mesmo tendo a possibilidade de me salvar eu jamais poderia ter tomado outra decisão. É uma questão de princípios. Alguns dizem que agi com a emoção, mas, acredite, eu agi com a razão. Se eu tivesse agido com a emoção, teria indicado alguém da equipe para sair, mas fiz o que achei correto fazer. Quem é líder, precisa estar pronto para ganhar os louros com as vitórias, mas também assumir as responsabilidades com as derrotas.

E, hoje, o que faria de diferente se ainda continuasse no programa?

Nada. Eu não mudaria absolutamente nada na minha participação.

Qual avaliação você faz de sua participação?

Ser selecionado entre milhares de inscritos já é uma enorme satisfação. Creio que, por todas as circunstâncias do programa, me saí muito bem e representei nosso Estado com a cabeça erguida. Em momento algum pretendi ser uma pessoa diferente daquilo que eu sou. O Beto que estava aparecendo na TV é exatamente o Beto que está aqui respondendo essas perguntas, nem uma vírgula a mais nem uma a menos.

ViceVersa - Foto Edilson